Passeio por entre lápides de amores mortos, por cada parte que passo percebo alguns túmulos mais floridos do que outros, e começo a recordar de como eu queria que aquele com mais rosas não houvesse partido, pois ainda não era hora. (Mas não podia mais ficar, foi a ultima palavra que aquele amor me disse ao partir).
Outro que na lapide dizia assim: “Fiz tudo e você me deixou partir”; não tinha mais que um botão que nascera na própria terra, com a esperança de uma flor forte nascer dali ( Mas logo se percebia que não iria vigar.)
Ao longe percebo um homem cansado, com um ar triste a abrir uma nova cova, me aproximo cabisbaixa e pergunto: não se aproxima nenhum amor morto, por qual motivo está a cavar? Ele me respondeu em um tom irônico: Até eu consigo observar, logo em breve me trará um novo amor, não há de demorar, eu me chamo coração não tem como me enganar.
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