Não vou propor perguntas cediças sobre o que acontece tão pouco especular sobre tal, e até mesmo é de certa forma invariavelmente inútil.
É verdade tenho anseios, mas tenho medo de mexer e subir toda a podridão ali contida, pois os mesmos olhos que enxergam o asco são os que contêm desejo, e quando ali dentro de um ângulo apenas parece ser algo belo e intocável, algo tão meu, tão meu que quero jogar fora, antes que já não seja meu e sim eu passe a ser apenas um objeto de seus caprichos, caprichos estes que me despertam pavor.
E com isto pratico interiormente todos meus atos de loucura diante a ela, mesmo os mais repugnantes e os que jamais alguém ousou imaginar. E é dentro de casulos de pensamentos, que corrôo o pequeno espaço que tenho, para depois poder sair de forma mais livre e mais bela, gracejando uma alma nova e repleta de um amor não assassino, devasso, egoísta e traidor de mim mesmo.
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