
Tantas linhas escritas, loucuras, devaneios, tentativas frustradas de nem eu mesmo sei o que. Fui, voltei, fiquei em um estado tão meio que normal, tão quietude dentro de uma inquietude quase sem noção.
Não sei o que faço aqui, parece que este lugar não me pertence, e os laços que me prendem são tão frágeis, que caso ouse simplesmente abrir os braços eles se partem, e quem me prendeu, nessas algemas de algodão, parece quase não se importar que eu me vá para longe, como quem sonha que fique por própria vontade.
Mas minhas vontades, são tão cheias de vontades e que se for realmente pra me prender deveria ter me deixado livre desde o inicio, ou de imediato por amordaças e algemas eficazes, e assim eu seria e ficaria para sempre.
Mas não convém uma prisão em caixas de papel, não convém uma liberdade aprisionada ao desejo de nem sei o que.
Aqueles beijos me calam por um instante, mas depois se abre um buraco, uma imensidão, entre dois corpos duas vidas, que só se tornam suficientes diante a presença concreta do outro ser, depois é apenas uma hipótese.
Hipótese de amor, de vida, de tentativa frustrada sobre o que não vai dar certo. O futuro está aqui na minha frente diante o próximo passo, e não sei se me cabe tanta desconfiança, na segurança desta prisão.
Portanto peço a ti sua licença, pra poder conjugar meus verbos, mas peço também agora a sua decisão, libertar ou aprisionar, depois disto terei minha licença poética, poderei falar de amor ou dor, poderei ter o que não tenho e abandonar o que ainda me basta.
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