Era certo que tudo não passava de um grande engano. É verdade foi que não foi eterno enquanto durou, porem intenso enquanto durou, como toda paixão e desejo devem ser.
De tudo e nada se fez um verbo, que com certeza não se conjuga amor, ausência total de um sentimento maior, que não fosse a perversidade de algo extremamente carnal, dois corpos se encontravam, se tocavam e depois restava simplesmente um tchau.
Não que reclame do ato carnal, muitas vezes se faz necessário, mas neste palco não me faz necessário ato tal.
Precisava então de um ato sublime, e ele me apareceu com aquele verso singelo, que surgiu no meio da tarde, e o que antes não fazia sentido em sua boca fez-se todo o mal: Que seja intenso enquanto dure, e assim permaneceu, intenso, intocável e inalterado, intenso amor de um inicio de tarde.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Sexos
Apoteótico são teus olhos, menino da pele clara de barba inexistente e que na verdade este sexo não te faz presente. E as manhãs de verão antes tão claras tornaram-se tão escuras a ponto de não mais enxergar o que não sejas tu paixão. E tudo o que toco quando não esta aqui é frio e arenoso, e minhas mãos clamam por tua pele, então, me diz o que faço com esse desalento, me diz o que faço sem você então? A ultima curva é aberta e já consigo ver o fim, por fim, enfim.
Passos largos
Ando a passos largos buscando te encontrar
Nas esquinas por onde passo você não deve estar
E por hora menina deixa estar.
Quem sabe na sala de estar?
Quem sabe calçando seu all star?
As flores de maracujá brotam na janela
Com seu significado peculiar
Coração partido
Exalando sua tristeza, pelo ar.
Mas deixe estar
Pelos vagos vagões dos trens que não andei
Pelos pêlos de quem não transei
Onde está?
A ferida que não cicatrizei por tanto cutucar
A menina que tanto amei, onde foi parar?
Ali logo esta: Onde o vento fez a curva vou te encontrar!
Nas esquinas por onde passo você não deve estar
E por hora menina deixa estar.
Quem sabe na sala de estar?
Quem sabe calçando seu all star?
As flores de maracujá brotam na janela
Com seu significado peculiar
Coração partido
Exalando sua tristeza, pelo ar.
Mas deixe estar
Pelos vagos vagões dos trens que não andei
Pelos pêlos de quem não transei
Onde está?
A ferida que não cicatrizei por tanto cutucar
A menina que tanto amei, onde foi parar?
Ali logo esta: Onde o vento fez a curva vou te encontrar!
sábado, 20 de novembro de 2010
Com sua licença poética.

Tantas linhas escritas, loucuras, devaneios, tentativas frustradas de nem eu mesmo sei o que. Fui, voltei, fiquei em um estado tão meio que normal, tão quietude dentro de uma inquietude quase sem noção.
Não sei o que faço aqui, parece que este lugar não me pertence, e os laços que me prendem são tão frágeis, que caso ouse simplesmente abrir os braços eles se partem, e quem me prendeu, nessas algemas de algodão, parece quase não se importar que eu me vá para longe, como quem sonha que fique por própria vontade.
Mas minhas vontades, são tão cheias de vontades e que se for realmente pra me prender deveria ter me deixado livre desde o inicio, ou de imediato por amordaças e algemas eficazes, e assim eu seria e ficaria para sempre.
Mas não convém uma prisão em caixas de papel, não convém uma liberdade aprisionada ao desejo de nem sei o que.
Aqueles beijos me calam por um instante, mas depois se abre um buraco, uma imensidão, entre dois corpos duas vidas, que só se tornam suficientes diante a presença concreta do outro ser, depois é apenas uma hipótese.
Hipótese de amor, de vida, de tentativa frustrada sobre o que não vai dar certo. O futuro está aqui na minha frente diante o próximo passo, e não sei se me cabe tanta desconfiança, na segurança desta prisão.
Portanto peço a ti sua licença, pra poder conjugar meus verbos, mas peço também agora a sua decisão, libertar ou aprisionar, depois disto terei minha licença poética, poderei falar de amor ou dor, poderei ter o que não tenho e abandonar o que ainda me basta.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Do que adianta?
Do que me adianta olhares escuros e turvos, se agora tenho um olhar claro e límpido?
Do que me adianta tantas palavras, quando o silêncio me disse tudo?
Do que adiantava tantas noites um céu estrelado, se não tinha uma estrela brilhando ao meu lado, para mim e por mim?
Pausar, Parar, estagnar... Faço em nome do destino que escrevo, na hora que não estava a procurar.
Do que me adianta tantas palavras, quando o silêncio me disse tudo?
Do que adiantava tantas noites um céu estrelado, se não tinha uma estrela brilhando ao meu lado, para mim e por mim?
Pausar, Parar, estagnar... Faço em nome do destino que escrevo, na hora que não estava a procurar.
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