domingo, 11 de julho de 2010

Reprise

Tudo é uma reprise mal feita do que já se foi visto antes. Ana dizia que TV em cores já não existia tudo voltou ao antigo, como uma forma tão normal, mas em uma versão tão mal feita!
Mas que coisa Ana de onde tirará tanta baboseira?
Ana então dizia que o desejo se confundiu com a saudade, e que quanto mais se tenta criar, nós voltávamos quase ao principio dos tempos. Parecia que nada era novo, até o português do Brasil, se voltou para Portugal. E assim continuou Ana, que da discussão do novo não mais existente, algo lhe consumia: a vontade, a saudade e um desejo permanente.
Lá pelas tantas ela continua a pensar, pensar tão alto, que gritava suas duvidas. Dizia: Como confundir, desejo, vontade e saudade? Cada um tem seu significado, mas é quase impossível não trabalharem juntos, se o homem lhe faltasse o ar morreria, na saudade existe o desejo, se não existisse, a saudade morreria pouco a pouco.
Então querido narrador, nada mais sou, do que a própria saudade que me consome dentro do desejo, desejo de... É melhor nem dizer, é tanta saudade, e eu desejo, desejo sem saudade que a mesma acabe.
Não, nem me diga que é contradição, logo de antemão explico-te, tudo voltou, voltou de forma errada, e o que deixou de ser criado deu espaço há algo abstrato, e o que foi tentado criar ficou tão mal feito, que me entrou a saudade no peito! E o desejo me consumiu, com a vontade de criar algo que acabasse com tudo o que foi mal feito, mesmo que estagnasse o branco e o preto, o gordo e o magro seriam sempre bem feitos.


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