domingo, 1 de maio de 2011

Na segunda - Para que você entenda!

Quando só me resta escrever, é que percebo o que me cerca. Todos os problemas, dores e amores do mundo vem até mim, e é explodido em palavras, mas hoje juro que quis explodir de outra maneira. Quis tomar meu amor em meus braços e dizer: vai ficar bem, tudo vai passar e não vai doer mais; tomar toda aquela dor contida nela e deixar em mim.
Mas no final só me restou um dedo pesado no rosto, um vai ficar bem dela e ela partiu (Partiu com outro). Meu coração ficou aos pedaços e sem ter conserto. Ela foi embora com sua dor, e eu não pude fazer nada, a não ser chorar.
Corri por entre ruas e avenidas, esmurrei postes e letreiros, liguei pro meu melhor amigo e chorei. Quando sem destino voltei no ponto improvável, sua casa... Toquei campainha, bati na porta e gritei seu nome, após um silencio ensurdecedor, ouvi apenas latidos do cachorro do vizinho.
Desespero, prazer é meu nome! Na busca incessante por você, tempos depois tenho noticias, que bom você esta bem. Tenho impressão que na correria meu coração caiu por ai, e percebo que agora sangro, meu coração se foi, mas ainda há você em mim.
A noite nem sequer acabou, ainda choro toda essa agonia. Espero que durma bem, que amanhã seu dia seja melhor que hoje, que seus problemas você tenha encontrado a solução a partir do momento em que você partiu.
Sei que não irei dormir, tudo passa como flash, uma volta sem fim a um momento insuportável, e não me importo comigo, mesmo doendo é você quem entreguei meu sono, e não vou sossegar enquanto você não me disser que está bem.
No final sei que não passo de um palhaço sem graça do seu circo!